Santa Maria Crucifixa Di Rosa.
Em 18 de junho de 1852, no dia de sua
consagração total a Deus, Páola Di Rosa assumia o nome de Irmã Maria Crucifixa.
A completar sua imensa alegria obteve, neste mesmo dia a permissão de iniciar a
adoração perpetua diurna ao Santíssimo Sacramento.
Qual a finalidade de se ter a adoração
perpetua? Ela tinha a plena certeza que na Eucaristia contemplada e adorada
teria sempre encontrado sua força para caminhar na contramão das propostas do
mundo.
“Aqui está o pão de anjos, pão dos peregrinos, verdadeiro pão dos
filhos” canta a sequência de Corpus Christi.
Na sua infância Irmã Maria Crucifixa tinha acompanhado muitas vezes e
bem de perto, de olhos regalados, a devoção com que a mãe doente recebia a
Eucaristia e, pelo exemplo dela, ia alimentando o desejo imenso de receber
Jesus no Santíssimo Sacramento.
Desde então em sua vida Páola terá como cúmplice e consultor o Cristo
do Tabernáculo. Ela procurava e encontrava Jesus vivo e real na comunhão
eucarística e queria imitá-lo na dedicação aos irmãos. No encontro com Jesus na
oração, na missa diária, na comunhão e nas prolongadas horas de adoração
percebia onde a vontade de Deus a chamava a se doar.
Aos pés de Jesus sacramentado esbanjava atos de amor, de adoração, de
gratidão, de reparação pela ingratidão dos homens. Permanecia horas e horas
nesta atitude sem se cansar.
A força da Eucaristia lhe dera a
coragem de enfrentar desafios, perigos, provações internas e externas durante
toda a vida. Certo dia disse com toda convicção
e fé: “Enquanto permanecermos diante de Jesus Sacramentado o Instituto durará”.
Só em Jesus Eucaristia encontrou a fonte de água viva que jorra pela
vida eterna da qual o mesmo Jesus falara para a samaritana.
Escreveu a Irmã Teresa Camplani em 13 de junho de 1843: “Estamos perto
do grande dia dedicado a Jesus Eucaristia, Ele nos amou a tal ponto de nos
deixar a si mesmo como alimento e nós que faremos para corresponder a tanto
amor? Demos-lhe o nosso coração, sem reserva alguma e procuramos com nosso
fervor reparar as tantas ofensas que recebe neste Santíssimo Sacramento”.
Tinha fome e sede imensa de Deus; alimentava-se diariamente de
contemplação, por isso tinha muito a dar e a comunicar aos que estavam
necessitados.
Em contato com o vasto mundo ao seu redor, percebendo pessoas
necessitadas de várias maneiras, no encontro diário com Jesus na Eucaristia foi
intuindo delineando e concretizando quanto podia fazer para aliviar-lhe o
sofrimento, dando vida ao Instituto das Servas da Caridade.